sexta-feira, 29 de junho de 2007

Blurbs para "A Vida Não Dá Jeito"

“Palavras sábias, subtilmente utilizadas em forma de histórias. Se cada um de nós tiver a capacidade de, a partir de cada palavra, a partir de cada história, passar à reflexão e à acção, então a transformação da vida pode acontecer.”
- Fernanda Tomás – Country Manager da Ericsson Portugal

"As histórias de Ricardo Vargas ajudam-nos a pensar as nossas histórias - a matéria de que somos feitos. E é nesse propósito de fazer avançar cada história pessoal que o autor nos propõe que pensemos um pouco mais, para que a história de cada pessoa se possa contar de maneira diferente. Não é isso o desenvolvimento pessoal? "
- Telmo Mourinho Baptista – Psicoterapeuta, Professor Universitário, Presidente da Associação Portuguesa de Terapias Comportamental e Cognitiva e da Associação Pró-Ordem dos Psicólogos

“As histórias são um prolongamento natural da vida, perduram para além desta e questionam a nossa dimensão humana. As narrativas deste livro de Ricardo Vargas parecem exíguas e simples, no entanto levantam questões profundas e podem fornecer respostas estruturantes. Desafio o leitor a procurar a sua interpretação pessoal para estas histórias.”
- Fernando Vendrell – Realizador de Cinema

terça-feira, 26 de junho de 2007

Molero diz


"...alguém recupera música esquecida assobiando, a madeira velha larga um odor de tudo o que apetece voltar a ter, um amigo chega, bate à porta e lembra-nos o que somos, uma frase atirada ao acaso dirige-se directamente ao coração de alguém..."

(Dinis Machado, a páginas tantas)

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Henry David Thoreau disse


"If one advances in the direction of his dreams, and endeavours to live the life which he has imagined, he will meet with success unexpected in common hours."

quarta-feira, 20 de junho de 2007

História da semana: O Actor

X é um actor secundário num filme importante. Ser actor secundário tem exigências próprias, que a maioria das pessoas desconhece. Por exemplo: entabular um diálogo pode parecer automático, mas está muito longe disso. Como dizer o que se tem a dizer sem que a nossa fala assuma proporções maiores do que o papel permite? Como parecer inteligente sem o ser, ou mais difícil ainda, como ser inteligente sem o parecer? Como ser interessante sem nada de novo para dizer? Como ser polémico sem ideias próprias?
X sabe como resolver essas e outras questões. Está atento às falas das outras personagens para saber o que dizer a seguir. Fazer brilhar os actores principais é o desígnio do actor secundário. Dar o seu melhor. Estar atento às deixas. Entrar e sair de cena quando lhe fazem sinal. Decorar cuidadosamente as linhas. E sobretudo não importunar ninguém. Sobretudo evitar que alguém possa irritar se consigo, reparar demais ou de menos em si, e fazê-lo eventualmente perder o papel que representa.
X representa o papel de vítima. Mesmo que o não saiba, esse é o papel. E ao contrário do que o que digo te possa levar a pensar, conseguiu esse papel por mérito próprio, e por isso quer aproveitá lo bem. O seu papel consiste em queixar-se e lamentar se. Na verdade, a arte de X é aperfeiçoar o lamento até que o não pareça, em tom de suave recriminação ao mundo. O resto é simples: deixar que os outros actores tomem a dianteira e a primazia, decidam e disponham, peçam e exijam, hesitem e avancem; e depois segui-los.
X não morre de amores pelo papel que lhe coube. Mas foi o papel que lhe coube, e um actor não discute o seu papel – representa-o.
X representa um papel secundário no filme da sua própria vida. Muitos actores não conseguem melhor do que isso, é certo, e alguns nem sequer passam de figurantes. A maioria de entre todos chega ao fim do filme sem conhecer o realizador. X, por exemplo, não o conhece, mas tem desculpa: representar o papel de vítima não justifica conhecer o realizador, não achas?

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Espinosa disse

"Ser o que somos, e tornarmo-nos o que somos capazes de ser, é a única finalidade da vida."

sexta-feira, 15 de junho de 2007

História da Semana: O Bobo


Para cada rei com sorte existe um bobo. Para cada bobo bem sucedido existe um rei. Um não existe sem o outro, cada um justifica o trabalho do outro. O bobo precisa do rei para ter assunto. O rei precisa do bobo para saber a verdade. Embora o bobo finja que viveria melhor sem o rei, secretamente sabe que não existiria sem ele. Embora o rei finja que aprecia o bobo, secretamente anseia viver sem ele.

Amarrados nessa desigualdade, um deles é mais forte que o outro. Porquê?

Saudações

A escrita de livros e artigos pressupõe tradicionalmente uma direcção única. O autor escreve e os leitores (no meu caso todos os cinco) lêem. O que eles reflectem, rejeitam, aproveitam, ignoram, gostam ou desgostam fica no domínio do inexistente, esse oceano interno onde afogamos tudo o que tem apenas significado momentâneo para nós, nunca ganhando realidade autónoma por não ser comunicado a ninguém.

Este blog nasce da minha vontade de preencher esse vazio de feedback. É verdade que “A ARTE DE TORNAR-SE INÚTIL” vai na 5ª edição, e eu poderia contentar-me com essa demonstração factual de interesse. É também verdade que, sobre esse e sobre “OS MEIOS JUSTIFICAM OS FINS” recebi emails de leitores geograficamente situados entre Espanha e a Argentina, com Portugal e Brasil pelo meio. Mas este meu terceiro livro - “A VIDA NÃO DÁ JEITO” - presta-se, pela sua natureza, uma procura de informação mais qualitativa da minha parte.

Trata-se de um livro de pequenas narrativas, exemplos, parábolas, textos, que foram desenhados para abordar questões específicas e facilitar a resolução de problemas. Foram desenvolvidas ao longo das minhas diversas actividades de promoção do desenvolvimento pessoal, desde os tempos da terapia familiar (que actualmente não exerço) e das artes marciais, até aos mais recentes âmbitos de aplicação nas minhas funções presentes: gestor, executive coach, consultor e conferencista.

Ao contrário das histórias tradicionais, que têm como principal objectivo promover uma maneira de pensar específica, “a moral da história”, as histórias que convosco partilho não pretendem vender formas pré-definidas de pensar. Procuram antes estimular a dúvida útil sobre pressupostos que muitas vezes estão na origem dos nossos problemas.

Para estas histórias não há uma resposta certa, há infinitas respostas adequadas. Não há soluções definidas, há caminhos a seguir que têm de ser encontrados pelo próprio. Não há interpretações definitivas, todas podem mudar ao longo do tempo.
Semanalmente aqui partilharei um texto e gostaria de receber os vossos comentários sobre ele. Reflexões provocadas, ideias suscitadas, soluções encontradas, formas de utilização, o que apetecer.

Agradeço também a partilha das vossas histórias inspiradoras, que sigam a mesma linha, sem moral.

Eu publicarei os melhores contributos e durante as próximas 6 semanas atribuirei um prémio (naturalmente um exemplar d’ “A VIDA NÃO DÁ JEITO”) ao melhor comentário sobre cada texto recebido ao longo das mesmas. Cada história estará disponível ao longo das 6 semanas para receber comentários.