terça-feira, 24 de julho de 2007

História da semana: O Presente

Quando te imaginas daqui a dez anos o que vês? Uma versão melhorada do que és hoje; uma projecção do passado para o futuro. Na melhor das hipóteses verás os objectivos da pessoa que eras concretizados, os sonhos da pessoa que foste cumpridos. Reconhece: queres que o presente não te afecte; queres que o teu pequeno eu atravesse incólume o tempo, vindo do passado, e se projecte num futuro distante; queres não ser alterado. A par disto manténs a pretensão de viver no presente e aproveitar as suas oportunidades. Como vais resolver o paradoxo?

3 comentários:

Anónimo disse...

Apetece responder que só há duas formas de resolver a questão:
- ou se abdica de ter sonhos, aspirações e objectivos, aceitando uma vida em permanente estado "vegetativo";
- ou se aceita que o presente nos modifica em todos os sentidos e portanto também naquilo a que aspiramos.

Há pouco tempo atrás, a este propósito, ouvi uma resposta admirável: "eu mudo muito!".
A pergunta - feita em tom de surpresa - tinha a ver com novos objectivos, muito diferentes dos conhecidos, que alguém tinha traçado recentemente para si próprio.

Maria disse...

O PRESENTE. Assim se denomina por ser uma dádiva que, embora efémera, é aproveitada com o livre arbítrio de cada um. O que faremos com este presente é uma escolha e projecta-se no futuro. Podemos escolher ser condutores de um combóio e seguir um destino prevísivel ou podemos escolher ser surfistas e desafiar as "ondas", mesmo sabendo que elas são imprevisíveis. É por isto que o presente é uma dádiva: permite-nos mudar ou ficar no mesmo lugar de sempre, aprender ou pensar que já aprendemos tudo o que havia para aprender. E cada um será o somatório do que escolheu fazer hoje e com o presente que lhe foi concedido.

Anónimo disse...

Eu não sou o que era, e não sou o que virei a ser. Eu sou agora. E agora, quando me estiveres a ler, já será passado..