"Our deepest fear is not that we are inadequate. Our deepest fear is that we are powerful beyond measure. It is our light, not our darkness that most frightens us. We ask ourselves, who am I to be brilliant, gorgeous, talented, fabulous? Actually, who are you not to be?
Your playing small does not serve the world. There is nothing enlightened about shrinking so that other people won’t feel insecure around you. It is not just in some of us, it is in everyone.
As we let our light shine we unconsciously give other people permission to do the same. As we are liberated from our own fear, our presence automatically liberates others. "
Há vários aspectos que me fascinam nesta comunicação de Nelson Mandela.
Desde logo o nível de entendimento da natureza humana que demonstra. Não há nada banal neste texto, nenhum lugar comum. Ele dirige a sua análise laminar ao medo inconsciente que nos impede de realizar o que de melhor temos em nós, e simultaneamente à nutrição que esse medo recebe das expectativas alheias, da inveja e insegurança das pessoas que pensam pequeno e que por isso gostariam que todos fossem menores que elas.
Mandela aponta o caminho da libertação como um caminho de escolha individual e de criação progressiva de um contexto colectivo propício à realização do que de melhor existe em nós, através do exemplo mútuo. A regra do jogo é: para que tu te possas libertar eu devo libertar-me. Não são os outros que nos impedem de crescer. É a interpretação que fazemos dos seus medos atávicos, da sua mesquinhez, que apaga a nossa luz interior. E essa interpretação advém exactamente de partilharmos os mesmos medos atávicos, aprendidos em comum.
Mas há algo que me surpreende ainda mais neste texto. É ele fazer parte de um discurso à nação. É um acto de subversão do Nelson Mandela homem-livre sem papel ou estatuto face ao Nelson Mandela presidente. É uma usurpação do direito de antena do político feita pelo Homem que se preocupa, que reflecte, que sofreu e perdoou ao carcereiro. E que aproveita esse tempo de antena para oferecer algo a quem o escuta.
Dá que pensar quando um presidente da república assume este nível de comunicação com os seus cidadãos. É pena que políticos deste calibre não se arranjem em qualquer país.
quinta-feira, 12 de julho de 2007
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2 comentários:
Estou de acordo com os comentários do autor do blog. O texto é muito bom. Mas o político Nelson Mandela não terá proferido estas palavras do livro "A Return To Love" (1992) de Marianne Williamson...parece que tudo não passa de um mito urbano...
Cumpre, no entanto, reconhecer que tanto o discurso de Pretória como o de Cape Town, revelam o homem ímpar que o político foi.
Agradeço a correcção do comentário anterior. Fiquei com vontade de ler o original de onde o texto saiu.
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